segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Caminhada

Onde passo tudo soa choro
Onde caminho só há nuvens negras
Por onde passo roubam-me as esperanças
Se não tiver cuidado aqui ainda morro.

Entre as paredes encontro cadáveres dos que desistiram
Galhos cortam-me o corpo arrancando-me a pele
No chão há estacas que a mim desafiam.

Não mais aguento
Os gritos hipnotizam-me
Meu corpo está padecendo
O enxofre agora cheira a perfume.

Falta pouco para terminar minha caminhada
A casa de pã agora será a minha morada
Mas o que será essa luz encantada?

Sou Gabriel vim para levar-te
Tu és homem santo não precisa ficar no terreno de Marte.

Homem santo, eu?
O que fiz para isto?

Não pergunte, pegue a minha mão e vás seguindo-me,

Pois agora eu levar-te-ei ao céu.


(Filipi Luis da C. A.)

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